Sexta-feira, 29.01.10
Agora apenas me interrogo: Por quê tudo isto?O que eu poderia ter feito para ter evitado este desenlace? Onde teria eu falhado? Como é possível o meu filho estar morto?
A morte de um filho deixa sempre, como primeiro sentimento, instintivo, de uma fêmea pela sua cria, a convicção que talvez não a tivesse protegido como deveria, que naquele instante supremo, definitivo, havia falhado irremediavelmente. Lembro-me daquele dia fatal, e do que poderia ter acontecido em alternativa, as razões que poderiam ter sido invocadas para servir de escusa à sua ida. Nenhuma. Tanta coisa poderia ter sido feita e eu não fiz nenhuma. Teria protegido o meu filho como era seu dever? Provavelmente não e ele era um ser tão pequeno ainda, tão inocente, tão frágil, tão dependente do meu apoio maternal.
Há uma canção dos Delfins cuja letra afirma «quando alguém nasce, nasce selvagem, não é de ninguém». Quem escreveu esta letra nunca cuidou de um filho, nunca lhe deu o ser, nunca o transportou no seu ventre, nunca o viu nascer, nunca lhe deu o amor, a ternura e o carinho que esses seres tão dependentes carecem em absoluto para sobreviverem. Quem escreveu essa letra não sabe o que é uma criança. Quando alguém nasce, se não for de ninguém, não consegue sobreviver muitas horas. Um bebe é completamente dependente, nem é selvagem nem é livre: precisa desesperadamente de alguém que cuide dele, que o acarinhe e o proteja
O amor é eterno como as estrelas. Não sabemos nada das estrelas, como nada sabemos do amor. Mas muitas vezes encontramos no brilho distante de uma estrela a coragem necessária para atravessar noites de excessiva treva. Sussurramos desejos às estrelas cadentes e confiamos as lágrimas à beleza de um céu estrelado.
Precisamos da tristeza para aprender a olhar para o céu.
Não falo do céu metafísico, do céu povoado de deuses vingadores, desse céu demasiado terreno que, ao longo dos séculos, tem construído uma história de horror e guerra.
Não falo do céu dos fiéis e infiéis, do céu que ergue fogueiras e cadafalsos, que inventa infernos e torturas, que se despenha em aviões sobre a humanidade.
Falo do céu que existe sobre as nossas cabeças demasiado ocupadas a esgravatar a terra. Das estrelas que vivem e morrem sem que o saibamos, e que nos iluminam, se soubermos olhar para elas, como se fossem sempre a mesma, a estrela inicial.
É assim a eternidade do amor - indiferente à vida e à morte, capaz de sobreviver à pequena cronologia da vida Capaz, acima de tudo, de fazer da vidinha presunçosa em que tantas vezes nos enredamos, uma vida verdadeira, votada à única coisa que interessa - o amor.
Temos o privilégio de nos sabermos mortais. O que fazemos desse privilégio? Em geral, fugimos dele, apavorados.
Refugiamo-nos nas aparências do tempo, fazemos contas à vida A morte de um jovem é uma afronta a essa nossa contabilidade estéril.
As nossas vidas seriam muito diferentes, se acordássemos para cada dia como se fosse o único. Quantas vezes repetimos: "Temos tempo"? Quantas horas ocupamos a complicar as vidas dos outros, em vez de simplificarmos a nossa? Temos medo. O medo é o maior assassino; leva-nos a subterfúgios infra-humanos.
O medo criou os deuses do extermínio e da vingança, porque a sua natureza covarde leva o a viver de desculpas e a sacudir a responsabilidade. Quantas pessoas não se dizem "demasiado sensíveis" para ir a um hospital e acarinhar um doente terminal, ou para ir a um velório abraçar os que acabaram de perder uma parte de si?
A doença e a morte confrontam-nos com a mortal mesquinhez desta "sensibilidade" - e convocam-nos para uma outra forma de vida, eterna como a valentia e a bondade humanas, que são uma e a mesma coisa.
Repetimos que a fé é, face à morte, o maior lenitivo. Mas que é a fé verdadeira senão o absoluto do amor?
O amor é o verdadeiro rosto de Deus. Um agnóstico pode encontrar esse rosto em cada ser humano.
O amor, vi-o, cintilante, nos dedos de uma mulher que acariciava o seu filho, no caixão, como se de novo o acariciasse no berço, enquanto dormia. Não era uma despedida; era uma promessa de cumplicidade inesgotável, o que os dedos desta mãe desenhavam, sobre o rosto e as mãos do filho morto.
De quando em quando, interrompia as carícias para abraçar a outra filha ou algum familiar que precisasse dessa força que só o amor conhece.
E essa força iluminava a capela, o caixão, o silêncio, e cada uma das pessoas que chegavam para a cerimônia da despedida. Essa força acendeu o lugar mais escuro do meu coração, o lugar onde morava o medo mais secreto e tenebroso: o medo da morte de um filho.
Nas carícias dessa mulher infinitamente triste e serena sobre o seu filho morto, nas lágrimas silenciosas dessa mulher existe a luz radiosa do amor que não morre - antes se fortalece e propaga ao mundo.
Os filhos que ela tivera, os vivos e os desaparecidos, moram nela, como uma força suplementar que as leva a melhorar o mundo.
Não há outra razão para ter filhos. Nem há que temer perdê-los, porque o amor não se perde, nem envelhece, nem morre. Basta olhar para as estrelas.
A morte de um filho é pior do que um câncer. A morte de um filho não tem cura, não tem tratamento, não dá pra amenizar a dor. A morte de um filho faz sangrar o coração até o fim, e o fim não chega nunca, cada noite é pior que a anterior. A morte de um filho é pior que a própria morte, muito pior, porque faz a gente morrer um pouco todos os dias. A morte de um filho enlouquece de dor sem tirar a sanidade. A morte de um filho... Só se compara à morte de um filho.


publicado por araretamaumamulher às 09:29 | link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 09.12.09
Muitas de nós amamos tão profundamente os nossos filhos, a nossa família, a harmonia que esquecemos de amar a nós mesmas.
Conseguimos nos colocar em ultimo lugar, para que nossos filhos possam sonhar e viver o que de mais sublime existe.
Escolhemos viver, por puro amor, como figurantes de nossas próprias vidas, porque não concebemos a vida depois de concebermos.
Colocamos toda a nossa energia, todo o nosso trabalho, todos os nossos esforços, em ultimo lugar: fora da lista, fora da existência, fora da participação, fora do palco, fora da coxia das peças que nós mesmas escrevemos.
Muitas de PURA FALTA DE OPÇÃO somos obrigadas a acordar, para A-COR-DAR á VIDA.
Muitas de nós por amor aos nossos filhos não conseguimos ver os defeitos deles... Infelizmente para muitas de nós, inclusive eu, o resultado foi DESASTROSO.
Muitas de nós oferecemos todas as frutas, todos os alimentos, todos os mimos, carinhos, prioridades, aos nossos filhos, maridos ex maridos, porque sentimos que assim deve ser, para que todos vivam as belezas e as alegrias que nós mesmas acabamos por não viver.
Muitas de nós preparamos a festa e nos contentamos em apreciar a alegria dos que dela participam, enquanto que timidamente olhamos através das frestas, FELIZES por estarmos proporcionando toda aquela alegria a quem amamos.
Distribuímos as melhores frutas para os nossos familiares, e quando muito comemos as frutas que já estão estragadas, ou parcialmente estragadas. Silenciosamente cortamos as partes podres e comemos as partes que são aproveitáveis.
Muitas de nós trabalhamos a vida inteira, dentro e fora de casa, mas nunca jogamos, ou manipulamos, ou nos pintamos e desenhamos com vitimas, mártires, para que nossos filhos NUNCA percebam o quanto nos custa manter toda a estrutura familiar. Promovemos cada pequena bobagem que nossos maridos ou pais de nossos filhos, para que eles possam sempre se encantar de um PAPAI HEROI.
Muitas de nós não percebem que esse PAPAI HEROI É UMA INVENÇÃO DAS NOSSAS CABEÇAS, talvez por querermos – de maneira inconsciente – manter os nossos próprios pais como eles eram durante as nossas infâncias.
Muitas de nós acreditam TANTO em nossos filhos, maridos, ex maridos, que quando percebemos estamos absolutamente sozinhas, e não há ninguém que sonhe os nossos sonhos conosco.
Muitas de nós quando começamos a despertar para a vida, depois de termos criado os nossos filhos, depois de vê-los bem mais velhos do que nós quando os concebemos. Vemos-nos sob o fogo cruzado, e as munições que trocam entre si, àqueles que querem que permaneçamos como sombra, são como facadas – cruéis – translúcidas de cristais de amor que se tornaram sólidos, afiados, e certeiras...
Muitas de nós tais como as flores que são regadas á conta gotas vão murchando, e empurradas para o abismo de palavras e atitudes inesperadamente cruéis e afiadas, vamos murchando enquanto pensamos que realmente somos o NADA que tentam nos IMPOR.
MULHERES E MÃES eu digo: Vamos nos responsabilizar sim, mas não caiamos nos jogos de culpa baratos e cheios de palavras recobertas de amor egoísta! Não somos o que estão tentando nos impor.
NOSSAS VIDAS FORAM LINDAS, NÓS CRIAMOS COISAS LINDAS, NOS COLOCAMOS EM ULTIMO LUGAR E PRECISAMOS APRENDER ALGUMAS POUCAS COISAS...:
Precisamos aprender a não nos submetermos ás crueldades do amor, por que o AMOR É O QUE REGE A VIDA!
Precisamos aprender a corrermos atrás dos nossos sonhos, e apesar de doer muito, e mais fácil do que pensamos.
Chegou o momento de retomarmos parte de TODO AMOR QUE NÓS DEDICAMOS AOS OUTROS e voltarmos esse mesmo amor para nós.
Vamos sonhar os nossos próprios sonhos e dar vida a eles, como um dia demos vida aos nossos filhos. E as imagens do pai herói que criamos para eles.
Não estamos sós. HÁ VARIAS MULHERES DA TERRA QUE ESTÃO A VIVFER COMO NÓS VIVEMOS.
Se para recebermos amor nós tivermos que sermos alguém que já não somos, então esse amor recebido JAMAIS vai nos preencher. Porque é um amor vazado, e um amor para alguém que não mais é nós, mas que já fomos um dia enquanto fazíamos TODO o possível para que nossos filhos crescessem seguros e felizes.
Não se sintam só, vocês não estão sós, HÁ VÁRIAS MULHERES DA TERRA QUE ESTÃO A VIVER O MESMO QUE VOCÊS!
Essa é a historia de tantas de nós mulheres.
Vamos dedicar um terço do amor que dedicamos aos outros, para nós mesmas. Vamos ter um terço do orgulho que tivemos dos nossos filhos e familiares por nós mesmas. Criemos asas e voemos, porque só assim seremos vistas e amadas, pelo que realmente somos.
Para muitas de nós, inclusive para mim, os últimos anos têm sido especialmente difíceis, mas que estes momentos sirvam para que nós possamos fazer ainda mais e sermos melhores do que já fomos até hoje.
Nós não erramos apenas nos esquecemos de colocar a nossa assinatura nos quadros que pintamos na vida. Por isso podemos enfrentar tudo o que está nos acontecendo e tudo o que está por vir.
Tudo na vida muda, só não muda a essência do nosso amor, embora ele possa e deva mudar na forma, e só assim poderemos crescer só assim os nossos filhos poderam crescerem e se tornarem melhores pessoas, melhores mães do que nós fomos.


publicado por araretamaumamulher às 06:49 | link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 27.11.09
Essa postagem foi feita em 23/08/09.
Foi corrigida agora e postada novamente.

Essas semanas tenho vivido num estado doentio, uma espécie de morte interior. Dores pelo corpo, nauseas constantes e gases, tenho vivido numa desolação de um cinza-escuro absoluto, parece que eu também quero morrer. Eu estou com raiva, raiva de Deus, da morte, do Vi por ter morrido, (não consigo assimilar o porquê dele não ter me ouvido,) e de todos que já morreram e de todos que vão morrer. Nada tem importância, eu vivo na mais profunda solidão, pensando na morte e com medo do nada. A morte é. Está é a verdade espiritual mais profunda que eu já conheci, mais é um passo que eu omiti do meu caminho, até aqui. Dar a luz ao Vi não me poupou de vê-lo morto. A morte é. E Deus não me pourará da morte. Não poupará a minha mãe, não poupará os meus irmãos e com certeza não poupará a Amanda e o Neto. É minha raiva e revolta a esse respeito não altera a veracidade desse fato.
Sinto um ceticismo tão grande como raramente senti. Uma profunda falta de confiança no eu e na vida. O que me faz pensar que estou ligada a Deus? Será que a espiritualidade não passa de ilusão ou superstição e da minha vontade de que as coisas sejam como eu quero?
Sinto ondas de amargura e duvidas sobre tudo o que vivi sobre tudo o que acreditei até aqui. O que é? O que é? O que estou fazendo aqui? Talvez eu nunca venha á saber. O que me faz pensar que sei o que estou fazendo aqui? Não sei.
E, além disso, não preciso saber. Tudo o que posso fazer é seguir os meus instintos mais profundos, o mais profundo senso de orientação que tenho sobre o que devo fazer neste período de minha vida. Nada mais posso fazer.
Só agora compreendo os poetas e suas palavras sobre o vazio. Não um vazio qualquer, vazio, pedaço arrancado de mim, mutilação do meu corpo. Exercício de saudade, tornar de novo presente o passado que já se foi. Saudade é o revés de um parto, é a vontade de arrumar um quarto para o filho que já morreu. Acontece que depois da partida só fica a ferida, ferida que não se deseja curar. Pois ela traz de novo a memória, o belo que uma vez foi. Saber que cedo ou tarde tudo o que está presente ficará ausente. A tristeza testemunha que o mistério da despedida está gravado em nossa própria carne.
Como Cecília Meirelles disse de sua avó morta e eu nunca esqueci: Tudo em ti era uma ausência que se demorava uma despedida pronta a cumprir-se “
Que verdade! Você sempre viveu tão intensamente, tão apressadamente, tão sem tempo para o planejamento que eu devia ter adivinhado...
Pra que estudar mãe? Porque não posso fazer dois esportes ao mesmo tempo mãe? Eu quero aprender tudo agora! Como eu não adivinhei? Por que Deus não me deixou saber? Ele me mostra tanta coisa, não me mostrou que você ia longo? Quantos abraços eu deixei de te dar? Quantos beijos? Quantas vezes tive vontade de dizer eu te amo e não disse. Parece que as vezes que te beijei, que te abracei e te coloquei no colo e disse que te amo eu esqueci todas elas, só ficou a vontade desesperadora de fazê-lo mais e o enorme vazio de não ter feito.
O que eu vou fazer agora? Dá pra me dizer? Você sempre tinha uma resposta para tudo, meu Vi, me responde como nós, a Amanda o Neto e eu vamos continuar.
Já faz dez meses e nós ainda não sabemos a resposta...
Será que um dia vamos conseguir saber? Sentimos como se a vida nos tivesse levado um pedaço nosso sem nem ao menos pedir licença para isso. É desesperador...


publicado por araretamaumamulher às 04:34 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Domingo, 20.09.09
“O SILIENCIO É O TROVÃO DOS OMISSOS”


Sim está é uma grande verdade. E o pecado que não quero mais cometer é o da omissão.
Assim sendo não vou me calar.
Calar-me quando tentam me co-agir, quando pensam que podem me calar. Não, não podem mais... Sinto informar aos que assim pensa.
Há dias atrás, eu procurei uma pessoa que havia usando e abusando (para ser mais clara), da confiança nele depositada. Foi varias vezes até um caixa eletrônico e retirou dinheiro que não era dele, e o qual ele não tinha a menor intenção de devolver.
Isso já se passou três anos e cinco meses. Nesse ínterim, ele se aproximou do meu filho menor de idade, e o levou para participar de uma igreja, igreja essa onde ele é líder.
E sempre dizia a meu filho que queria pagar o que devia que ia pagar, mais nada. Em janeiro agora meu filho faleceu em um acidente automobilístico.
Eu entrei em depressão, o que é natural.
Mas a vida anda, e temos que andar também. Tenho mais dois filhos, e pela ordem natural das coisas, voltei a trabalhar e a tomar pé das situações.
Procurei o Senhor Gentileza, que me disse que: “não passa um dia sem pensar em nós”, quando falei da divida então: “Ele não conseguia dormir sem se lembrar dela”. Fiquei imensamente feliz, íamos conseguir o dinheiro para o mestrado da minha filha. Oba!
Mas os dias foram se passando e nada.
Decidi procurar sua empregadora, contei a historia e ela me disse que iria falar com o Senhor Gentileza. Mas qual não foi a minha surpresa, quando meus filhos me informaram que em uma tentativa de me co-agir, o Senhor Gentileza havia procurado meu ex-marido, e dito a ele que eu havia ido até seu trabalho para denegrir a imagem do meu filho.
Senhor Gentileza eu não fui ai para denegrir a imagem de ninguém, mesmo porque não consigo entender pra que serve para alguém que não está mais aqui entre nós uma imagem. Eu estive ai sim para receber o que o senhor nos deve, a mais de três anos.
A única pessoa capaz de denegrir a imagem do meu filho é o senhor, desonrando a sua palavra dada.
Levando uma vida mascarada, dupla, tripla ou sabe se lá quantas personalidades doentias tem.
Como que uma igreja evangélica pode aceitar como líder de jovens, e líder de louvores, um psicopata, um estelionatário. Todos nós sabemos que não adianta belas palavras, é preciso exemplo. Que tipo de exemplo esse homem está passando para esses jovens? O exemplo de que você pode ludibriar mentir, chantagear, e depois co-agir, bastando para isso que você seja muito educado e solicito, vai ficar tudo sempre bem? E isso que queremos que nossos jovens aprendam? E a esse a tipo de gente, que vamos entregar nossos filhos durante os finais de semana?
Foi exatamente isso que o meu filho achou que estava certo senhor Gentileza. Ele achou que como o senhor sempre se safou, ele também ia se safar.
Foi por isso que ele não hesitou em errar, desde que ele continuasse um “bom evangélico” não é?
Fazendo cara de bonzinho se vai longe... É esse o recado que o senhor deseja passar para o seu liderado? Sinto te informar, o Vinicius não foi longe.
Deus em sua infinita misericórdia, não permitiu que meu filho chegasse a esse ponto. Eu choro todos os dias por falta do meu filho. Sei que sou responsável pelo aconteceu, responsável, não culpada. Mas só tenho o que agradecer a Mão do Criador. Porque sei que existem coisas muito piores do que a morte.
E tendo você, e o pai como exemplos, onde meu filho poderia chegar?
E irônico, mas não dizer desesperador. Mas tenho que admitir. Foi melhor assim.
Não me calo sob coação meu senhor. Fiz isso por mais de vinte anos, e obtive o resultado no dia 11 de janeiro ultimo. Acabou. Meu silêncio teve fim, naquele dia.
Uma pessoa com esse perfil psicótico, não pode de forma alguma, ser líder de jovens, aliás, vamos falar sério, não pode nem viver em sociedade.
E muito menos ser gerente de cursos profissionalizantes. Vamos começar a levar nossas vidas mais a serio? Vamos começar a ter responsabilidade com o que criamos? .
“um sermão te sustenta, mas um exemplo te arrasta”
Ou melhor, como costuma dizer um grande amigo meu: “Eu não consigo ouvir o que você diz, porque o que você é está gritando”.
Todos que tem um pouco de discernimento sabem que não é o que uma pessoa diz que conta, é como essa pessoa age, o que ela realmente faz suas intenções por trás de suas ações, “gente muito boazinha normalmente está planejando alguma coisa muito malzinha essa é a verdade”.
Um psicopata é capaz de fazer sermão para um jovem sobre: Esse jovem, levar uma vida reta, e não se aproveitar da confiança alheia, enquanto ele mesmo está fazendo exatamente isso.
Fui casada com um psicopata, e sei do que eles são capazes, meu ex-marido me espancava, me deixava e meus filhos passando privação, e saia falar sobre relacionamentos, sobre como educar um filho, e todo o tipo de absurdo que um psicopata é capaz de falar e fazer.
Não tenho mais medo em denunciar, psicopatas, porque entendi que só a denuncia é capaz de pará-los. São pessoas monstruosas, sem sentimentos, eles são incapazes de emoções. E segundo psicólogos e psiquiatras do mundo inteiro já nascem assim, com a maldade dentro deles.
Na Europa já existe presídios separados, para psicopatas, eles não podem se misturar aos outros presos para não influenciá-los e nem lhes causar mal.
Ou melhor, a denuncia só está preservando nomes, do envolvido, da igreja que ele freqüenta e do local que ele trabalha, porque tenho que esperar receber as micro filmagens, para provar o que estou dizendo.
Mas como sei que muitos sabem do que estou falando decidi postar hoje um alerta para que, as pessoas possam se prevenir de mais um psicopata.
Espero que assim que estiver com as provas nas mãos, o conselho de pastores de Rondonópolis, a quem eu estou enviando uma copia dessa minha postagem possa está tomando alguma atitude contra esse tipo de absurdo.
Assim como espero o mesmo dos empregadores dessa pessoa.
Espero também contar com a mídia local, para a formalização da denuncia junto ao ministério publico e também junto ao Conselho Tutelar da Infância e da Adolescência.
Nada melhor do que deixar que Deus faça as coisas por nós. Talvez se esse homem, tivesse nos pago, nó nunca teríamos a iluminação de denunciá-lo publicamente.
Mas eu creio que essa denuncia é muito melhor do que receber. Aliás, é o pagamento a toda a sociedade. Coloco-me a disposição desde já para ouvir e postar qualquer outra denuncia sobre esse psicopata ou outro, nesse espaço.

Deixo aqui um link de uma amiga especialista em psicopatas:
http://psicopatasss.blogspot.com/2009/09/psicopatasss-em-video.html

Mandamentos dos psicopatas:
Zelais apenas pelos vossos interesses;
2 - Não honreis a mais ninguém além de vós;
3 - Fazei o mal, mas fingi fazer o bem;
4 - Cobiçai e procurai fazer tudo o que puderdes;
5 - Sede miseráveis;
6 - Sede brutais;
7 - Lograi o próximo toda vez que puderdes;
8 - Matai os vossos inimigos;
9 - Usai a força em vez da bondade ao tratardes com o próximo;
10 - Pensai exclusivamente na guerra.Maquiável

TPA
Transtorno de Personalidade anti-social

1) falhas em adaptar-se às normas sociais que regem os comportamentos legais, indicadas pela repetição de atos que são motivos para prisão.
2) propensão para enganar, indicada por mentiras repetitivas, uso de codinomes e manipulação dos outros para benefício ou prazer pessoal.
3) impulsividade ou falha em planejar o futuro.
4) irritabilidade e agressividade, indicado por brigas e agressões repetitivas.
5) desrespeito negligente pela própria segurança ou dos outros.
6) irresponsabilidade, indicada por falhas repetitivas em sustentar um trabalho consistente ou honrar obrigações ( financeiras ou morais ).
7) falta de remorso, indicado pela indiferença ou racionalização ao ter maltratado alguém ou roubado alguma coisa.
B - O indivíduo tem pelo menos 18 anos de idade.
C - Há evidências de transtornos de conduta com início antes dos 15 anos de idade.
D - A ocorrência do comportamento anti-social não é exclusiva do curso da esquizofrenia ou de um episódio maníaco.

Mentes Perigosas

Entrevistas com Psicopatas
Não, não temos sentimentos éticos e altruístas
Nem sentimentos de culpa e de vergonha
Sim,abusamos de mentiras e insinceridade
Sim,mascaramos atos amorais
Não, jamais admitiremos erros
Sim, ignoramos regras éticasSim, fazemos intrigas
Sim, fazemos uso de manipulação e chantagem
Sim, não temos remorsos
Sim, somos promíscuos
Sim, somos irresponsáveis
Não, não nos responsabilizamos por nossas ações
Sim, faremos de tudo para alcançarmos nossos objetivos
Sim, somos racionais articuladores
Sim, estaremos sempre impunes
Sim, queremos destruir vocês
Não, suas emoções não nos incomodam
Não, não temos princípios
Sim, queremos derrubar todos os valores
Sim, somos irreconhecíveis
Sim, somos transgressores
Sim, somos indiferentes aos seus sentimentos
Sim, nossa mente é cruel
Sim,sabemos representar
Sim, somos predadores
Sim, vocês são as presas
Sim, queremos o poder
Sim, somos perversos
Sim, somos superiores
Sim, somos psicopatas
Não, não existe tratamento...

Porque os portadores do TPA não temem a justiça?
Não a temem porque não têm as emoções normais de um ser humano.
Quando envolvidos em questões legais assistem com indiferença os processos, como se não tivessem envolvidos.
Quando adquirem muito dinheiro com sua atividade predatória, usam estes recursos para escapar das consequências de seus atos, além de grandes promessas de mudança e arrependimento que às vezes sensibilizam os encarregados da justiça.
Quando não têm recursos financeiros e são condenados isto não tem importância.
Vão para a prisão onde eles organizam facções criminosas, usam e vendem drogas, recebem entregas de alimentos e ´´ visitas íntimas ``. Eles não se sentem nada penalizados e a única coisa que eles temeriam fica muito afastada deles: o trabalho.
Leia mais

Os Psicopatas não param

Esta dois ultimos paragrafos foram recortados do blog de Ana Maria C. Bruni "Psicopatas"
Que a luz e a paz esteja com todos nós.
Uma mulher.


publicado por araretamaumamulher às 15:03 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Domingo, 13.09.09
A violência não começa na hora da agressão, ela é algo que se inicia muito antes, mas muito antes mesmo.
É isso é algo que deveria ser matéria no colégio, para que nossas filhas, não cometessem os mesmos erros.
Temos que começar a educar nossos filhos para que eles tenham uma visão mais critica sobre o ser humano. Isso não significa preconceito, é algo completamente diferente. Significa ensina-los a ver que se alguém te trata bem e trata uma pessoa mal, na sua frente, você pode ser a próxima a ser mal tratada.
São nas pequenas coisas que vamos aprender a reconhecer o futuro agressor, o futuro pedófilo, e assim poder nos defender deles. Alias futuro para nós, porque já está provado por psicólogos e psiquiatras, que um agressor, um pedófilo, já nasce com essa predisposição.
São tipos psicológicos, que precisam ser evitados, para nossa saúde física, mental e espiritual. Isso não é de forma alguma preconceito. Isso é preservação do Ser.
Estava lendo a entrevista da Maria da Penha, e fiquei pensando, é assim que foi comigo, é assim que é com a grande maioria das mulheres que são violentadas, espancadas, mal tratadas, humilhadas. A conversa é sempre a mesma: “Ele era tão bom, tão querido pela minha família, tão querido pelos meus amigos, me tratava tão bem,... que eu não poderia imaginar que isso ia acontecer...”.
Vamos ser sinceras, não imaginamos, porque estávamos carentes precisando de uma tabua de salvação... Não imaginamos porque o nosso inconsciente (nosso ego) nos dizia bem lá no fundo que não éramos capazes de arranjar coisa melhor.
Tudo o que passamos foi o que escolhemos passar. Estejamos ou não conscientes disso.
Não há como fugir da realidade. Nós fomos de encontro com o agressor, porque alguma coisa em nós precisava daquela experiência.
Ninguém se torna violento do dia para noite, uma pessoa é violenta, e esconde isso quando lhe convém, e deixa de esconder quando deixa de lhe convir. Essa é a realidade.
Meu ex-marido era um homem maravilhoso, até eu engravidar da minha filha, na minha gravidez, fui espancada mais três vezes. Por quê? Porque ele viu que estava seguro, que já tinha-me “pegado”.
Mas tenho que admitir se quiser ser honesta, que ele só era maravilhoso comigo, que ele era violento com seus familiares, com os empregados, no transito, que sua ex-mulher, dizia ter sido espancada por eles varias vezes, que suas filhas também diziam que ele espancava a mãe delas, que eu ouvia dizer que ele havia batido na mãe dele, e que por isso ela faleceu uma semana depois da surra. Então vamos ser realistas: O que me fez pensar que eu era tão especialíssima assim, que ia viver com um monstro desses e ia sair impunemente? “O medo, o meu ego que me dizia que se não fosse ele, eu não teria ninguém para me amar.”
Aceitar essa realidade é muito difícil, porque isso nos faz passar de vitimas, a donas da situação. Mas infelizmente não existe outro caminho para cura.
Falo isso, porque creio ser uma das pessoas que mais procurou que tentou achar uma solução, sem ter que enfrentar a realidade. Mas felizmente eu descobri que teria que enfrentar a verdade.
A verdade, não nos condena, ela nos faz ser responsáveis por nossas vidas, pelo nosso corpo, por nossa cabeça, e por nossa alma. A verdade de que somos responsáveis não nos faz culpadas, e não diminui em nada a culpa do agressor. Ela nos liberta da mentira de que não podemos ser responsáveis por nossas vidas, e nos faz donas de nossa alma.
Sei que chegar nesse ponto não é fácil. Mesmo porque todos que estão nessa situação, encontram-se tão avariadas, tão machucadas, com tanto medo, que beira ao terror... Que não é de forma alguma fácil.
E o que piora muito a situação é que em um estado desse você fica sem ação, e não consegue acreditar em ninguém.
O medo é um sentimento paralisante. Ele não te deixa agir, ele não te deixa raciocinar, nem enxergar a realidade. Aprendemos a ver o mundo sob a ótica do nosso medo, o nosso problema passa a ser o maior problema do mundo. Nada mais tem importância, vivemos em torno do agressor, e pensamos o dia todo em como vamos fazer. Na verdade essa passa a ser a nossa vida, o agressor. Deixamos de ter vida própria, e passamos a viver em função do agressor, é ai que somos “fisgadas”.
E assim é com a maioria dos casos de agressão, o agressor só age quando sente que está em segurança.
Aprendemos muito cedo, a sermos frágeis, vitimam coitadinhas, a nos sacrificarmos. E é ai que mora o perigo... Porque quanto mais vitimas, quanto mais coitadinhas, melhor para o agressor. Alias ele conta exatamente com isso, com o nosso medo, com a nossa bondade, com a nossa capacidade de perdoar.
Um dia ouvi em um seminário na Unipaz, facilitado pela Lydia Rebouças, que: “Paz não é ausência de guerra, paz é inteireza” Que grande verdade, e como eu ia precisar dessa verdade logo em seguida...
Ser bom não é ser capacho, perdoar, não é deixar de denunciar que você está sendo vitima de um psicopata.
Isso é totalmente o contrario de bondade, de amor, de paz... Isso é falta de auto-estima, e se você não se ama não se respeita, e não se aceita você vai mesmo aceitar ser agredida, humilhada, roubada, explorada, e tudo mais que uma mente doentia pode fazer com outro ser humano.


publicado por araretamaumamulher às 12:41 | link do post | comentar | favorito

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