Terça-feira, 08.09.09
Eu me rejeitava previamente. Achando-me imperfeita, ficava presa na negatividade, e acreditava que outras pessoas se sentiam da mesma forma em relação a mim.
Mas na maioria das vezes isso não é verdade. Quanto mais as pessoas me aceitavam, mais eu sentia necessidade de ser vigilante. Mantinha-me atenta a menor razão para que alguém me rejeitasse. Hoje sei que não funciona assim, sei que o amor que recebo se limita apenas a minha capacidade de recebê-lo. Mas é muito fácil nos fecharmos para o amor, ou em outras palavras darmos as costas para o Espírito.
Nossa negatividade interior diz “não” quando o amor nos é oferecido.
O ego com todos os seus medos e interesses, bloqueia a nossa habilidade de perceber a sorção de amor que nos está sendo oferecida.
Quando nos apaixonamos, nos apaixonamos por um espelho de nossas necessidades atuais. O intenso desejo que sentimos por outra pessoa não é inato dela, o desejo nasce daquele que deseja.
No meu caso minha auto-imagem era de uma garota indefesa e mal-amada, qualquer demonstração de poder gerava um incrível anseio dentro de mim.
O que a maioria de nós leva para o relacionamento não é a plenitude, mas a carência. Quando a carência domina o amor, a frágil teia é rompida.
A carência implica uma ausência dentro de si, uma peça que está faltando e que outra pessoa deve fornecer.
A carência é uma força poderosa no modo de existência mais familiar que conhece que é a busca da auto-imagem. É ai que surge os primeiros indícios da incompatibilidade.
É injusto culpar uma única pessoa pela falta de confiança dada a nossa vivência social.
Todos nós fomos condicionados a obedecer às necessidades do ego cegamente, vivemos numa sociedade que desconfia do contato intimo. A traição de nosso espaço é extremamente perturbadora, mesmo quando não ocorre violência alguma.
Duas pessoas envolvidas num processo de pensão ou numa amarga disputa de custodia, estão essencialmente tirando vantagem do conhecimento intimo que adquiriram no casamento, transformando assim confiança em agressão.

Não é de se espantar que permitir que outra pessoa atravesse nossas bem guardadas defesas, cause um profundo conflito, pois a pessoa que poderia nos livrar de uma ameaça, também pode ser nosso inimigo, dentro de nossas próprias muralhas.
Estar amando não vai abolir o crime, a guerra, a falta de moradia, as lutas raciais, e as incontáveis outras ameaças a nossa volta.
O efeito mais destrutivo de sentir-se ameaçado é cortar o fluxo do amor.
Se você não aprendeu sobre o amor, desde a infância e muito difícil ficar junto de outra pessoa sem se defender.
A pior impressão que se pode ter da infância é a de que seus modelos para o amor também foram modelos de traição.
Isso acontece em casos de abusos físicos, sexual, e ou emocional. Com qualquer tipo de abuso no seu passado, você vai considerar secretamente todo (a) amante como um inimigo (a) em potencial. A caricia mais gentil, contem a possibilidade de ataque, a ternura mais suave reverbera com o potencial da degradação.
Ironicamente, são exatamente essas pessoas que mais ambicionam o amor. Mas sendo inseguras, sentindo uma necessidade de defesa, alem do razoável, elas também se afastam rapidamente do compromisso. Elas não estão certas, lá no fundo, de que podem amar, apesar de seu anseio.
Conseguir o verdadeiro amor é um processo de crescimento, e o primeiro requisito é tornar-se consciente e quanto você não está sendo sincero.
Alias eu gostaria de fazer aqui um parêntese para explicar uma coisa que creio e de suma importância para todos: Não existe nenhuma forma de sairmos de qualquer situação de risco, a não ser que estejamos realmente dispostos a sermos sinceros, a dizer a verdade para nós mesmo. Com costumo dizer: olhar o burraco bem de perto e ver o verdadeiro tamanho, e profundidade que é.
Creio está ai, o erro da maioria dos livros de auto-ajuda. Eles esquecem de dizer que só vamos ter aquilo que verdadeiramente acharmos que merecemos aquilo que o nosso inconsciente acha que temos direito. É isso que temos da vida.
Bom amanha tem mais
Fiquem na luz e na paz.
Ararêtama uma mulher.


publicado por araretamaumamulher às 12:44 | link do post | comentar | favorito

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