Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Na verdade, a primeira fase da cura faz com que antigas feridas sejam sentidas novamente como se fossem recentes. Só se você conseguir, ou melhor, se permitir passar por essa primeira fase, começará a se sentir segura para olhar para os seus verdadeiros medos, que antes eram intensos demais para serem confrontados.
É preciso coragem para ver que o medo e a duvida que venha a tona, estão surgindo para serem examinadas e liberadas, e não vividas cegamente.
Houve uma época na minha vida em que eu me sentia muito confusa, sem entender o porquê não conseguia manter um relacionamento duradouro e significativo. Eu achava que nunca ia me ligar de forma satisfatória a um homem, e que meus amigos sempre me trairiam. Dizia a mim mesma, que a culpa não era minha, que eu havia dado o melhor de mim em todas as situações.
Finalmente cheguei a triste conclusão de que havia algo de errado comigo. Confusa como andava, avariada como acreditava está, eu entrava e saia de relacionamentos e de amizades aos trancos e barrancos. A confusão por fim contaminou a minha vida financeira.
Confesso que não me dispunha a dizer aos homens da minha vida, o que queria, por medo de que me deixassem que não dissesse aos meus amigos que eles estavam ultrapassando limites por medo de se zangarem comigo. Confesso que não estava gerenciando minhas finanças com atenção, e cuidado por achar que não tinha dinheiro suficiente para tudo o que queria fazer. Confesso que me achava feia, gorda, pouco inteligente, pouco digna, sem valor e um desapontamento para a minha família e para Deus.
Eu não confessava isso nem para mim mesma, sobre mim mesma e por isso não dava os passos necessários para corrigi-los.
Quando você mente para si sobre as suas próprias necessidades, acabará mentindo para os outros sobre essas mesmas coisas.
Mentir para si, ou para os outros sobre nossas necessidades e desejos, sobre o que se gosta ou se deixa de gostar, é igual a ter um fungo bactericida. Ele vai se espalhando rapidamente por todas as áreas da nossa vida e poluindo toso o nosso ser. Quando você se polui com o fungo da desonra e do desrespeito, fica difícil falar em sua própria defesa. O fungo cola a sua boca e anuvia a mente, fazendo sempre com que você duvide de si mesmo, enquanto esta sentindo. Ele proíbe você de encontrar a reação mais apropriada quando sua sensibilidade é ferida. Mas com qualquer bactéria, um fungo que não é tratado se transformara numa infecção. A infecção se espalha quando você não se honra nem se respeita mais. A infecção se transforma em raiva. A raiva jorra de dentro de você quando as pessoas dizem ou faz coisas que você passou tempo demais sem questionar. O fungo de não honrar o que você sente, de não dizer o que você quer, de não dizer o que precisa dizer, jorrará de dentro de você com fúria e poluirá os seus relacionamentos. Relacionamentos familiares, relacionamentos profissionais, relacionamentos pessoais, relacionamentos íntimos. Nenhum deles está imune ao fungo que vai crescendo lá dentro quando você não se honra e não se respeita a cada passo do trajeto que é a sua vida com outras pessoas.
Que a paz e a alegria esteja com você
Uma Mulher..........
Até amanhã


publicado por araretamaumamulher às 11:35 | link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
Maio 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
13
14
15

16
17
18
22

23
25
26
27
28
29

30
31


posts recentes

Característicos da violên...

As situações de violência...

Fatores que contribuem pa...

As (in) visíveis seqüelas...

As consequencias das agre...

Nunca vou compreender ist...

eu tenho uma dor dentro d...

Ainda me lembro quando es...

Ser mãe é padecer no para...

Mulheres, cuidando da cas...

arquivos

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

tags

a desvalorização da mulher

a morte de um filho

a mulher e acultura da desvalorização

agressão da mulher

agressão psicologica

agressor

amor

anorexia

aprendizado

baixa auto estima

baixa auto estima origem da dor.

baixa auto-estima

beleza

bulimia

circulo vicioso.

como agir em caso de violência

comotratar a violência

comportamento machista

consentimento silencioso.

criança ferida

cristianismo e o preconceito ao feminino

crueldade na familia

culpa

denuncia

depressão

desejo sexual

deus

dia da mulher

direitos humanos

direitos humanos para a mulher vitima.

dor

dor humilhação

educação

educação de filhos

emoções

envelhecer

falta de amor

familia

familia desestruturada.

feminismo

filho

gordura

humilhação

infância

infancia de dor

inveja

lar

lei maria da penha

luto

machismo

mãe

manipulação.

máscara

medo

medos

menopausa

mentira

mídia

mídia especializada

mitos verdades

morte

morte de um filho

morte prematura

mulher

mulheres

mulheres violentadas.

oração

orgulho

patriarcado

perda

perda de um filho

perdão

perversão

preconceito

rede social

relacionamentos

sagrado

silencio

silêncio

sociedade

sociedade machista

solidão

sonhos

suicidio

velhice

verdade

vergonha

violência

violencia

violência aceita

violência contra a mulher

violência da mulher

violencia da mulher

violência doméstica

violência emocional

violencia emocional

violência psicologica

violência sexual

vitima

vitimas de violencia.

todas as tags

blogs SAPO
subscrever feeds