Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
O amor requer sensibilidade, precisa de abertura. O que quer que lhe tenha entorpecido faz com que seja muito mais difícil você sentir amor.
Aprender a valorizar a si mesmo e aprender a amar a sim mesmo. É realmente daqui que vem seu amor pelos outros. O valor é como dinheiro que você pode tirar de uma conta de banco, se você se valoriza bastante realmente tem algo para dar aos outros. Mas se você não se valoriza não tem nada para usar. Então o que há para valorizar? Se você olha para si mesmo e pergunta: “o que outra pessoa amaria em mim?” A única resposta duradoura é “A mim mesmo”. Porque a lista de realizações de todos nós é finita. Nossas boas ações terminam em algum lugar. As coisas que nossa sociedade aprova costumam ser ultrapassadas em nossas mentes por maculas melhor mantidas fora da visão dos outros.
O amor que você tem em sua vida só pode ser tão valioso quanto você o percebe ser, e a chave da percepção é a crença. Não existem encontros neutros. Nós sempre vemos os outros a luz de nossas crenças e sempre nos sentimos vistos a luz das crenças deles. Conheço pessoas que entram numa sala cheia de estranhos e acreditam que uma onda de hostilidade os sonda. Outros entram na mesma sala e imediatamente sentem-se bem vindas. A diferença é inteiramente devido à percepção, já que esse julgamento vem antes de qualquer evidencia externa. Eu diria que as primeiras pessoas acreditam que não são queridas nesse mundo, enquanto o outro grupo acha o contrario. Qualquer crença que ataca nossa habilidade de valorizarmos a nós mesmos é uma distorção. Na essência a individualidade é da mais alta importância.
Vivi muitos anos tentando ser como minha mãe e todas as mulheres de minha família, ou seja, meu lema era: “não pense em si mesma, faça o seu marido e filhos felizes. Se seu amor for suficientemente altruísta, as coisas vão cuidar delas mesmas.” Mas eu nunca senti estar me cuidando. Meu amor apoiava as outras pessoas, mas não eu.
Com essa visão desisti por anos a fio da única pessoa que realmente importa para mim, ou seja, descobri que eu havia desistido de mim.
Um dia depois de centenas de livros de auto-ajuda, de uma verdadeira peregrinação para encontrar a religião certa para mim, eu me olhei no espelho, coisa que raramente fazia e me perguntei: Quem vai me socorrer? Porque ninguém tem nada a me oferecer? Porque tenho que ficar sempre com a pior parte da vida? Porque nunca sou a pessoa especial que tanto quero ser? Por quê? Por quê? Por quê?
A resposta foi assustadora e tremenda: Porque você não se ama e não se respeita.
Então resolvi a aprender a me amar e a me respeitar. Decidi que essa seria minha maior prioridade, aqui neste blog eu conto tudo o que fiz e ainda tenho feito, (porque nós nunca estamos prontos, acabados) para me transformar, para me curar, para que minhas feridas fossem cicatrizadas. Tomei a decisão de escrever por dois motivos: Escrevendo eu me curo mais ainda, e sei que não estou sozinha, que a grande maioria da humanidade hoje está tão doente como eu estava é esta precisando de ajuda. Ajuda para sair do circulo vicioso da loucura que é a culpa.
Ajuda para aprender a perdoar. Todos nós pisamos no caminho para o amor devido a necessidades, mas num certo ponto a necessidade pode ser destrutiva, porque nasce do medo e da carência. Mas em vez de ficar deprimido com esse “fracasso” você precisa perceber que todo o trabalho é feito por você, com você e para você. Ninguém “lá fora” pode assumir a responsabilidade. Está tudo bem em estar consciente da distância entre a visão e a realidade, porque essa é a sensação de estar no caminho. Se você não tivesse buracos a fechar, não precisaria de um caminho.
Mas até você decidir a admitir para si exatamente o que quer, sentirá confusão. Até se dispor a pedir exatamente o que quer da vida, ou de qualquer situação e ou relacionamento com outras pessoas, você se sentirá confuso. A confusão só diminuirá quando você acreditar realmente que merece aquilo que deseja que tem direito de ter a experiência que deseja ter.
Devido à culpa que sentimos, todos os relacionamentos tem elementos de medo. E é por isso que variam e mudam tanto, e tão freqüentemente. Eles não são baseados no amor imutável. E o amor onde entra o medo não merece total confiança.
Quem você realmente, não é uma coleção de pares, mas um todo. Ver a si mesmo como um todo e o primeiro passo para se considerar atraente. Todos nós somos tentados a catar pedaços de nós mesmos, é esse ato de auto-critica, e não as próprias peças que fazem com que você se sinta pouco atraente. Você é apenas humano o mesmo é verdadeiro em relação a todas as pessoas que conhece.
Lutar para ser atraente é só outra forma de desespero, que os outros vêem por mais que você lute para disfarçar. Porém tão forte é nosso condicionamento social, que são gastos bilhões de dólares a mais em cosméticos, moda e cirurgia plástica do que na psicoterapia, por exemplo, apesar do fato d que trabalhar suas neuroses tornar as pessoas muito mais atraentes do que uma figura elegante ou roupas na moda.
Comparamo-nos constantemente com um ideal que nunca poderemos realizar. A voz interior sem amor (o ego) nos impulsiona dizendo: “Você não é bom o bastante, magro o bastante, bonito o bastante, suficientemente feliz ou seguro.
Procuramos a aprovação nos outros, projetando assim nossa satisfação interior conosco, na esperança de que alguma autoridade externa a retirará de nossa alma.
Deduzimos que apaixonar-nos é algo totalmente mágico, algo que vem do nada aleatoriamente, geralmente quando menos esperamos. Embora disfarçada de esperança, o medo que a voz interior (o ego) sem amor está nos dizendo: “Não há nada que você possa fazer, a não ser esperar para ver se alguém ama você”. A crença subjacente aqui é que não temos a menor possibilidade de merecer o amor, não o amor apaixonado e realizador dos nossos sonhos. A esperança de alguém nos procure e nos dê amor é uma abdicação de nossa capacidade de criar nossas próprias vidas.
Contamos com o amor para remover os obstáculos que o mantém afastado. Todos os tipos de comportamento não amorosos teriam permissão de persistir, com a presunção de que nos tornaremos afetuosos, abertos, confiantes e íntimos através de um simples toque da varinha mágica do amor.
O ego nos mantém na inércia total dizendo: “Não importa como você trata todas as pessoas. Afinal de contas elas não amam você e quando a pessoa ideal aparecer essas pessoas importaram menos ainda...
Ser desejável significa estar confortável com sua própria ambigüidade. A suprema ambigüidade que cada um de nós expressa não é que possamos ser bons ou maus, amorosos ou sem amor, mas que somos espírito e carne ao mesmo tempo.
Só existe uma maneira de quebrar a síndrome da auto-sabotagem de “minha aparência nunca será boa o bastante”
Abraçar seus pontos fracos ao invés de trabalhá-los.
Abraçar sua fraqueza é o mesmo que aceitar a si mesmo, e nada é mais atraente do que pessoas que se sentem confortáveis consigo mesmos.
Fique na paz e na luz
Fátima Jacinto
Uma Mulher


publicado por araretamaumamulher às 10:56 | link do post | comentar | favorito

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