Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
O primeiro passo para desfazer uma imagem é abrir a mente á possibilidade de que o modo, como vivemos individualmente a vida não é o único, nem o certo, mas sim um modo derivado de nossa historia particular. Nós, e, portanto a nossa experiência de vida, poderia ser diferente. Poderíamos questionar as falsas conclusões que tiramos sobre a vida, que criam nossas experiências de vida negativas. Poderíamos nos abrir á realidade mais profunda que já vive em nós e que [é livre de nossas limitações auto-imposta.
“Os pensamentos e os processos de pensamentos dirigidos para um canal errado afetam todos os outros níveis da vontade, dos sentimentos e da expressão física. Eles sempre criam círculos viciosos. Esses círculos viciosos são uma armadilha que prende você, colocando-o numa situação que parece sem saída. Mas, no momento em que se rompe esse circulo vicioso, você fica livre da armadilha.
Portanto, é imperativo ver claramente, entender e renunciar a esses componentes de atitude e comportamento que criam os círculos viciosos. Isso sempre significa mudar pela base um conceito, um processo de raciocínio, um enfoque da realidade. A falsa concepção precisa ser reconhecida como tal: “por que ela é falsa? Como existe e de que forma leva ao círculo vicioso? Como opera o círculo vicioso? Qual é o conceito verdadeiro correspondente? Como o fato de viver de acordo com ele levaria a um mundo totalmente aberto, a uma seqüência benéfica de auto-expressão criativa?
“Tudo isso precisa ser claramente percebido, entendido, conscientizado e, finalmente, experimentado no nível emocional.”
É somente pela experiência emocional que o falso conceito pode ser substituído pelo verdadeiro. “Somente então a verdade cria raízes na psique e abre novos canais de funcionamento, de comportamento espontâneo – ao contrario do comportamento baseado em reflexos condicionados – e de expressão criativa dos sentimentos”
Palestra do Guia n 193
À proporção que descobrimos os denominadores comuns de nossas experiências negativas de vida, somos levados á descobertas generalizações subjacentes, e ainda não conscientes, que mantemos acerca de muitos aspectos da vida. Quando encontramos essas generalizações, nós a traduzimos em palavras como “as mulheres são.” Quando descobrimos nossas opiniões especificas sobre causa e efeito, nós as traduzimos em palavras tais como “se-, então-. Em seguida, procuramos os denominadores comuns de nossas opiniões para poder divisar a imagem principal, que pode ser expressa em palavras como “A vida é insegura porque---“ ou “Não sou digno de amor porque –” Podemos, então, ver como nossas principais defesas se formaram para sustentar essas crenças.
As origens na infância, ou ocasionalmente até na vida passada, precisam ser exploradas e as emoções originais precisam ser exploradas e as emoções originais precisam ser revividas. Quando nos permitimos sentir a dor de que fugimos quando pequenos, ela já não nos inspira aquele terror antigo. Podemos ampliar a nossa idéia do que é seguro vivenciá-la, lembrando que agora temos os recursos do ego adulto para tolerar os sentimentos que ameaçaram arrasar o ego ainda não formado da criança interior. Ao enfrentar esses sentimentos dolorosos e negativos, já não precisamos das generalizações errôneas, que introduzimos á força na vida para evitar a dor.
Como causa e ao mesmo tempo efeito da nossa disposição para encarar as mágoas da infância, está à capacidade de enfrentar os sentimentos atuais. Se não combatemos o lado doloroso ou atemorizante da vida, podemos esquecer as defesas que consomem tanta energia e impedem uma experiência direta da vida, com o coração aberto.
Em qualquer estagio do trabalho com as imagens, a influencia delas sobre o inconsciente pode ser imediatamente diminuída por meio da disposição em assumir a responsabilidade pela vida. Mesmo que não saibamos exatamente o que causa a desarmonia ou infelicidade, o fato de assumir a responsabilidade pela infelicidade separa as peças do quebra-cabeça interior do qual talvez ainda não estejamos cientes. Ele nos liberta da sensação de vitimização que é, em parte, a origem de todas as imagens. Na infância, sentimo-nos verdadeiramente impotentes e, portanto, procuramos controlar o ambiente da melhor forma possível, tirando conclusões das experiências que, conforme esperamos nos tornariam invulneráveis á dor no futuro. Mas, na vida adulta, só nos sentiremos vitimizados pela vida enquanto acreditarmos nisso. Ao assumir responsabilidade por nós mesmos, já não precisamos recriar constantemente a sensação infantil de total desamparo.
Gostaria de esclarecer que não é fácil fazer tudo isso, colocar no papel talvez seja muito mais fácil, do que colocar em pratica, e sozinha é quase impossível de se conseguir, sem a ajuda de um terapeuta, de um profissional, que possa está ao seu lado te amparando, sem julgar a situação eu creio ser difícil de conseguir. Porque é uma mudança que tem que vir de dentro para fora, é algo demorado, no mínimo uns dois anos para você começar a ver o resultado. Mas difícil, não significa que não é possível, é possível, e as vantagens em se tentar são inúmeras, principalmente para alguém que esteja vivendo uma vida de agressões.
Fique na paz e na luz.
Fátima Jacinto
Uma Mulher.


publicado por araretamaumamulher às 17:24 | link do post | comentar | favorito

1 comentário:
De Ebrael Shaddai a 14 de Outubro de 2009 às 19:57
Fátima,
Acabo de entrar na net, e há alguns momentos postei em um blog meu um assunto muito parecido (mas não plágio de udéias). É só verificar o teor desse meu blog ee vc verá que realmente o tal assunto faz parte da minha tônica.

Eu falei sobre os prejuízos que o sentimento de culpa causa na mente das pessoas, e tbm em seus corpos, capaz inclusive de hipnotizar e condicionar todo uma comunidade ou povo. Pior que se auto-iludir é seguir as ilusões alheias, sem avaliar (o que é mais cômodo para muitos).

Mas pareceu até telepatia, mas com enfoque diferente, não se preocupe....kkkkkk

http://ebraelshaddai.wordpress.com/2009/10/14/mea-culpa-mea-maxima-culpa/

Bjs
Ebrael.


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